Lucas Lopes Bernardo, de 27 anos, atuava no 9º Batalhão da Polícia Militar e deixa esposa grávida; caso é investigado como homicídio doloso
Leonardo Bauer
O soldado da Polícia Militar Lucas Lopes Bernardo, de 27 anos, natural de Rio Claro (SP), morreu após ser atropelado por ao menos duas motocicletas que fugiram de uma abordagem policial na Zona Norte de São Paulo. O caso ocorreu na Avenida Inajar de Souza, no bairro Jardim Peri, e está sendo investigado pela Polícia Civil como homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Lucas estava há cerca de dois anos na Polícia Militar e trabalhava no 9º Batalhão da PM. Segundo a corporação, ele desempenhava suas funções de forma exemplar, sendo reconhecido pelo comprometimento e dedicação ao serviço policial. O soldado deixa a esposa grávida, além de dois enteados, amigos e familiares.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares realizavam patrulhamento ostensivo quando avistaram um grupo de motociclistas em alta velocidade. Foi dada ordem de parada, que não foi obedecida. Durante a ação, os suspeitos atropelaram o policial de forma intencional e fugiram sem prestar socorro.
Imagens de câmeras de segurança, que circulam nas redes sociais, mostram quatro motocicletas desobedecendo à ordem policial. Nas gravações, o soldado caminha em direção aos veículos, se desequilibra com a passagem das motos e cai na pista. Em seguida, ao menos duas motocicletas o atingem, uma na região das pernas e outra na cabeça. As cenas são fortes e mostram o desespero dos policiais que estavam no local.
Bernardo foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro do Hospital Cachoeirinha, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil analisa as imagens para identificar e prender os quatro motociclistas envolvidos.
O velório foi realizado na segunda-feira (5), no Cemitério do Araçá, no bairro Cerqueira César, região central da capital. O sepultamento ocorreu, no mausoléu da Polícia Militar, destinado a policiais mortos em serviço ou em atos heroicos.









